
Considera-se que a criança acompanhada desde bebê, poderá ter sua oclusão avaliada em torno dos dois anos, quando a dentição decídua está completa. Uma avaliação e orientação neste estágio podem significar melhores resultados, com a chance de não precisarmos interferir na adolescência.
Hábitos como chupar dedo, mau posicionamento lingual ao falar e engolir, mastigação inadequada e vias aéreas diminuídas por amídalas ou adenóides aumentadas podem colaborar para a má oclusão.
Os fatores hereditários podem influenciar, como dentes a mais ou a menos, tamanho, excesso de espaço e ossos pequenos.
Ao orientarmos o crescimento ósseo de uma criança com aparelhos ortopédicos, a chance dos dentes permanentes nascerem bem posicionados é muito maior. Desde que as funções orais estejam equilibradas, a boa oclusão garantirá estabilidade do caso durante toda a vida.
O tipo de abordagem ortodôntica para um determinado caso pode variar. Vários fatores serão considerados, assim como o grau de cooperação do paciente, que deverá ser analisado criteriosamente.
No caso de aparelhos ortopédicos (removíveis), o único incômodo acontece nos dois primeiros dias, na fase de adaptação, em que a fala pode ficar um pouco alterada. Com o incentivo dos pais, esta etapa é rapidamente superada. Aparelhos fixos, colados aos dentes, podem causar certo desconforto quando ativados ou quando há troca de arcos. Atualmente, com fios apropriados, o desconforto passa a ser irrelevante considerando-se o benefício dos resultados.
Devem seguir o ritmo da família e da necessidade da criança, sem qualquer prejuízo para o tratamento. No caso de aparelhos fixos procura-se evitar agressões oriundas dos esportes radicais. No caso da ortopedia, os aparelhos poderão ser removidos durante a aula de idiomas e natação, sendo recolocados em seguida.
Mesmo que seja necessário o uso de um aparelho extra-oral (externo à cavidade oral), desde que os pais lidem com naturalidade e o paciente reconheça suas características e necessidades de seu caso, qualquer resistência poderá ser superada.
Inicialmente a cada quinze ou vinte dias com espaçamento maior ou menor, dependendo da fase do tratamento ou da necessidade do caso. O acompanhamento fonoaudiológico pode ser realizado no mesmo dia.
Todo caso precisa ser avaliado do ponto de vista fonoaudiológico. Muitas vezes a musculatura e as funções orofaciais podem ser a causa da má oclusão e dificultar a evolução do tratamento. Saiba mais sobre fonoaudiologia
Na dentição de leite, desde que o osso tenha se remodelado, não poderá haver um retrocesso dos resultados. A estabilidade na adolescência depende de bons hábitos, da fala e da mastigação, bem como acompanhamento periódico pelo ortodontista.
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