A sedação para tratamento dentário de crianças, também conhecida pelos nomes de  analgesia relativa, sedação consciente ou o popular “cheirinho”, é um recurso muito procurado  quando a aceitação do tratamento ou a redução do nível de ansiedade não são alcançadas com técnicas de adaptação comportamental.

Segundo a Associação Brasileira de Odontopediatria (1) , “nem todas as crianças são iguais e  em alguns casos a analgesia relativa ou sedação consciente com oxido nitroso pode não ser eficaz, especialmente em crianças extremamente ansiosas, imaturas, com dificuldade de comunicação (exemplos: bebês ou alguns portadores de necessidades especiais) ou com algum tipo de congestão nasal, que impediria o uso da máscara.”

O maior  índice de cáries e destruição dentária nas crianças ocorre na  faixa etária de um ano e dois meses a três anos de idade. Por este motivo, a sedação claramente não é indicada para estes pacientes que são, em sua grande maioria, imaturos.

Quando falamos em sedação, as crianças acima de quatro anos de idade têm  características particulares relativas à  fase de seu desenvolvimento que devem ser levadas em conta.  Essas crianças apresentam resistência ao tratamento dentário por diferentes motivos, que  devem ser avaliados numa primeira consulta com um odontopediatra experiente. Nesta ocasião, as características emocionais, suas reações  e a forma como a criança vive na família e escola são dados que trazem em si a solução do quebra-cabeças.

Fatos a serem considerados para o tratamento dentário de crianças sem sedação

Deve-se partir de uma observação realista dessa individualidade, ou seja, características não são defeitos. Devemos partir desse ponto, pois o odontopediatra não tem poderes mágicos (embora às vezes pareça!)  ou  uma visão superdotada. Colocando-se as atitudes corriqueiras de seu filho sobre a mesa, pais e profissionais conseguem entender os motivos e tipos de reações da criança com clareza. Desta forma, conseguimos elaborar conjuntamente uma estratégia de ação eficaz, baseada em uma visão realista.

Exemplificando: o número de crianças autoritárias e que jamais  aceitam ser contrariadas tem aumentado consideravelmente, o que não é novidade. Mas agora, além deste perfil, elas têm  a necessidade de ficar em posição superior, menosprezando, desvalorizando ou mesmo ridicularizando as atitudes dos pais quando esses a contrariam, numa espécie de vingança. Sendo levantado este aspecto durante a primeira consulta, todos ficarão mais atentos às manifestações de dor, por exemplo, e aos comentários depois da consulta.  Essas crianças têm a tendência de simular situações. Mesmo confessando que não sentiram dor durante o tratamento, (e saírem para brincar na recepção como se nada tivesse ocorrido) , elas podem relatar um roteiro completamente distinto ao chegarem em  casa.

Em minha experiência, o posicionamento seguro do profissional, a ajuda de técnicas para relaxamento e medicações naturais, como os antroposóficos e homeopáticos, tornam a utilização da sedação desnecessária em alguns casos, e inadequada na maioria. Além da redução de ansiedade, diminuição da agitação, aumento da concentração e conforto dos pequenos e grandes, essas medicações naturais poderão ter efeitos positivos duradouros pós tratamento. Todos esses recursos são ferramentas efetivas, aliadas às condutas pedagógicas adequadas dos pais  em casa e no consultório, colaborando com os andamentos do tratamento. Para tanto, o diálogo com um odontopediatra com o qual os pais sintam uma sintonia trará toda a inspiração e motivação para este momento de superação de toda a família.

(1)http://www.abodontopediatria.org.br/uso_oxido_nitroso_criancas_adolescentes.pdf

 

Superando o Medo de Dentista em Crianças

Todos vivemos com medo, sentimento que nos acompanha em diferentes graus, a todos os lugares, como uma verdadeira marca da civilização. Quando uma família leva sua criança ao dentista, o medo é mais um acompanhante. Ele pode até parecer invisível num primeiro momento, mas quase sempre mostra sua cara, mais ou menos feroz, através de manifestações como o choro.

Aquilo que é injustamente chamado de pânico, medo de dentista ou medo no tratamento dentário, pode ser percebido de inúmeras formas. Nem sempre de fácil solução, ele pode ser minimizado a partir da consciência de sua natureza.

Nos primeiros sete anos de vida, a criança encontra-se aberta às percepções do ambiente, e capta indistintamente suas qualidades positivas e negativas. Ela está  muito suscetível a emoções tais como a raiva, a tristeza e a ansiedade. Perceber  seu entorno como hostil nessa fase, pode interferir em seu equilíbrio emocional.

Dos sete aos quatorze anos, pais, familiares e professores, os adultos  com os quais ela mais se relaciona,  têm uma influência significativa sobre seu ser. É através da presença dos pais em forma de  autoridade amorosa, que ela   definirá uma  imagem do mundo. Esse tipo de autoridade pode ser percebida através de pais que  dão a devida atenção aos filhos; usam uma voz com entonação  vibrante, e se comunicam com intenção; pontuam os limites com coerência; estabelecem e mantém rotinas; atuam conjuntamente em acordo. Deste modo, a criança pode sentir-se segura e ver a beleza do mundo,  através dos  comportamentos dos  adultos que a cercam e representam sua função organizadora.

Ao invés de cobrarmos bom comportamento, podemos  refletir sobre o que esperar como reação de  uma  criança que vive a  insegurança, o nervosismo, a doença, a pressa, a falta de atenção em suas relações domésticas; que é cercada por doença, depressão, irritabilidade, agitação e impaciência; que tem uma rotina desorganizada, sem a autoridade ou presença  dos pais. Ela vive  sob a tensão de uma ameaça que não consegue dimensionar. A sensação de impotência para resolver essas questões pode  fazer com que a criança sinta um medo irracional e desenvolva manias e até mesmo pânico.

A cura de uma alma  que encontra-se assustada e  na defensiva, é a segurança, a tranqüilidade e a confiança. Cabe a um Odontopediatra tratar os dentes da criança de forma eficaz, sem a pretensão de solucionar questões pessoais que acabam invadindo  e tentando desestabilizar as relações neste ambiente.

Superando o medo no tratamento dentário de crianças

Construímos, assim,  uma relação de confiança com pais e criança.  A segurança e a tranquilidade substituem  os medos,  e  desse modo, a criança pode estar de tal forma relaxada que chega até mesmo a  dormir durante seu tratamento dentário.  Isso tudo poderá acontecer, se os adultos desejarem,   em um movimento de superação de sua realidade atual,  viver com os filhos um presente de acordo com as lindas cores da infância.

Veja o vídeo:

Medo de Dentista em Crianças

Não deixe de ler o seguinte artigo em seguida:

Medo de Dentista em Crianças

 

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Criança dormiu tão profundamente na cadeira da Odontopediatra que mal conseguia ser acordada. A criança relaxou de começo a fim do tratamento. Sem sedação.

 

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Foi o inconformismo e dedicação dos pais da Ana que os levaram a este caso de sucesso. Após muitas avaliações e propostas para tratamento dentário com sedação ou anestesia geral, só mesmo vendo as fotos e filmes para crer. Ela não só cooperou no consultório, mas atingiu um patamar de desenvolvimento em tempo espantoso. Pais dedicados, responsáveis, que conseguem escutar, confiar e agir. Campeões.

Qual a escolha a ser feita

Uma grande pergunta dos pais que nos procuram é: “como conseguir tratar de meu bebê/ filho/a  sem sedação?”

Será que existe algum pai e mãe que não deseje que sua criança tenha a chance de ser tratada em consultório, sem riscos ou custos extras,  tranquilamente?

Essa dúvida  ocorre  porque a indicação unânime de dentistas , quando não conseguem tratar dos dentes de uma criança que não é “boazinha” , é a sedação.

Portanto, os pais chegam achando que esta será a única e melhor  solução. E não é.

enzoO caso do Enzo é mais um exemplo disso.  (veja nas fotos ao lado ) E com algumas informações, você também pode conseguir isso, por mais difícil ou impossível que possa parecer o caso de seu filho.

Respondo hoje também a uma avó, acompanhando seu neto com a filha, que se dizia  impressionada com o que ela chamou de ”milagre” que estava se operando com o netinho de  2 anos e 11 meses , na sala de procedimentos. Perguntou o que estava acontecendo, pois ela cuidava do neto, e não estava “reconhecendo” a criança tranqüila e cooperadora  que ela estava vendo.

Como pode ser feito o tratamento  sem sedação

Segue um resumo do que pode acontecer com toda criança que é tratada com respeito,  de acordo com as características de seu temperamento e com a cooperação orientada dos pais e segurança  por parte do profissional.

Tudo deve começar pela primeira consulta. Os pais precisam saber tudo sobre o que vai acontecer com a criança, e principalmente que ela não sentirá dor.

A partir desta certeza, os pais precisam estar muito determinados. Devem  saber o que desejam.

Essa determinação,  é tudo o que a criança precisa para seguir em frente. Ficar relaxado e dormir durante os procedimentos no consultório de odontopediatria.

Se até os pais estão inseguros, o que dirá da criança? Mais do que natural que ela manifeste seu desespero! (clique aqui e assista a um vídeo muito legal que recomendo para entender mais).

A criança é condicionada de acordo com sua compreensão,  recebe  as informações necessárias (sem exageros, sem receio na voz) , mostramos o que será feito.

Quando nestes casos, não  consegue cooperar, fica desapontada. Veja bem: ela está desapontada com ela mesma, pois todos ao seu redor foram legais. Agiram de acordo com regras e acordos, que ele, apesar de saber que não doeu, não conseguir cooperar (veja a reação no vídeo abaixo).

Percebe que, apesar de todas as suas assustadoras manifestações,  tudo foi realizado mesmo assim, como numa relação sem problemas: “ Tudo bem, você não quer isso, mas para te proteger, vamos realizar. “

À criança é dada a oportunidade de ajudar, e ela não conseguiu. Tudo bem. Nossa obrigação é protegê-la.  Damos a abertura para que ela reflita. Conversamos sobre o assunto. Sem exageros, com objetividade e segurança. (veja no vídeo abaixo a conversa)

Isso posto, vem a maravilhosa observação da satisfação  dos pequenos que conseguem vencer suas questões.

Então, nesta hora, toda a confiança dos pais, toda a dedicação, é compensada.

Então, para a vovó curiosa, que gostaria de aprender o “truque” dizemos também: todos os seres humanos, inclusive as crianças, precisam ser olhadas com respeito de acordo com sua individualidade. E precisam ser protegidas.   Às crianças não podemos delegar decisões que cabem a nós adultos.

 Referências para mais informações sobre o tema Sedação e Medo de Dentista

Tratamentos dentários de crianças e bebês:

http://www.clinicaamai.com.br/existe-caso-impossivel-de-tratar-na-odontopediatria

http://www.clinicaamai.com.br/clinica-odontologica-infantil

http://www.clinicaamai.com.br/como-vao-conseguir-tratar-os-dentes-de-meu-filho-ele-chora-pois-tem-medo

http://www.clinicaamai.com.br/seu-filho-pode-adorar-ir-ao-dentista-duvida

http://www.clinicaamai.com.br/odontopediatria-muito-mais-uma-boca-dentes

 

Sedação:

http://www.clinicaamai.com.br/sedacao-para-tratamento-odontologico-de-criancas-carie

http://www.clinicaamai.com.br/qual-e-o-melhor-tratamento-para-criancas-com-muitas-caries-e-necessaria-a-sedacao

 

Medo, trauma de dentista:

http://www.clinicaamai.com.br/medo-de-dentista-em-criancas

http://www.clinicaamai.com.br/como-vao-conseguir-tratar-os-dentes-de-meu-filho-ele-chora-pois-tem-medo

 

Livro:

Referencias para colocar em indicações de livros:

QUANDO EU VOLTAR A SER CRIANÇA

Formato: Livro

Coleção: NOVAS BUSCAS EM EDUCAÇAO

Autor: KORCZAK, JANUSZ

Idioma: PORTUGUES

Editora: SUMMUS

Assunto: PEDAGOGIA

 

Normalmente, a criança que irá ser submetida a tratamento dentário em consultório de Odontopediatria passa por um condicionamento de seu comportamento para que seus dentes sejam tratados com o máximo conforto, de acordo com as características de sua idade. (leia mais no link: http://www.clinicaamai.com.br/clinica-odontologica-infantil)

Quando esse condicionamento não for o suficiente para que o tratamento de cáries ou de canais, por exemplo, aconteça de forma satisfatória, muitos pais e até mesmo profissionais (médicos e dentistas)  pensam que a única alternativa é sedar (sedação com óxido nitroso) ou submeter essa criança a alguma forma de anestesia geral.

Paciente que não aceitava tratamento dentário sendo condicionado

Paciente dormindo durante o tratamento

Como saber se meu filho pode e deve ser sedado com óxido nitroso para ter seus dentes tratados?

Muitos pensam que a sedação com óxido nitroso vai eliminar a necessidade de um condicionamento da criança.

Segundo  Ronald Seaman Penido, no artigo Uso do óxido nitroso em crianças e adolescentes (cheirinho) (http://www.abodontopediatria.org.br/uso_oxido_nitroso_criancas_adolescentes.pdf), o uso do óxido nitroso, ou a técnica do cheirinho, como é conhecida, “não deverá substituir, mas sim associar-se às demais técnicas de adaptação comportamental.”

Portanto, ninguém ficará “livre” do fato que a criança precisará sim ser condicionada para receber tratamento dentário, nesse e nos próximos tratamentos.

Normalmente os pais ficam tão preocupados com o que a criança poderá, segundo sua imaginação ou experiência, ter que passar, que querem poupá-la de qualquer eventual “trauma”.

Segundo o mesmo autor, o uso de óxido nitroso tem como base eliminar ou diminuir o medo dos procedimentos odontológicos, provocando na criança ou no adolescente uma sensação momentânea de bem estar e felicidade e também uma leve perda da noção do tempo, produzindo uma resposta psicológica positiva, tornando assim o tratamento mais fácil de ser realizado.

Em outras palavras, a criança não estará plenamente consciente do que acontecerá e ficará com uma reação de bem estar temporária provocada pelos medicamentos.

 


Uma possibilidade que a maioria das pessoas desconhece é a utilização de Medicamentos Antroposóficos

 

 

Fazendo uso desse tipo de recurso, ameniza-se a ansiedade e medos, bem como regularizar outros aspectos da saúde infantil, como sono agitado e irregular. Conseguimos desta forma neutralizar o eventual stress provocado por situações incomuns para a criança até então. De uma forma segura e natural.

A criança não perderá a noção do tempo, e  pelo contrário, estará mais “presente”, através da segurança e confiança adquiridas. Aprenderá a lidar com desafios, podendo ao final do tratamento ganhar autoconfiança. A felicidade é real, por empenho e merecimento.

 

Mas onde está a diferença entre o uso da sedação com óxido nitroso X condicionamento e uso de medicamentos naturais?

Os resultados adquiridos com a participação atenta da criança não são reversíveis, não vão “embora” ao final do tratamento. A experiência ficará gravada em sua mente, como uma situação de superação que poderá ser transposta para todos os setores de sua vida.

 

Paciente desconfiado, recusa insistentemente a estabelecer contato visual

Paciente em estado de relaxamento durante o condicionamento

 

Paciente feliz na consulta seguinte.

 

 

Afinal, quais são os casos que se encaixam na sedação com óxido nitroso?

Segundo continua o mesmo autor, “É importante lembrar que nem todas as crianças são iguais e que em alguns casos a analgesia relativa ou sedação consciente com óxido nitroso pode não ser eficaz, especialmente em crianças extremamente ansiosas, imaturas ou com dificuldade de comunicação (bebês e portadores de necessidades especiais) ou com algum tipo de congestão nasal, que impediria o uso da máscara.”

Todos esses pacientes podem responder de forma bastante interessante aos procedimentos de condicionamento infantil para consultório de Odontopediatria, podendo-se ou não fazer uso de Medicamentos Antroposóficos(LINK)  para equilibrar o paciente como um todo e conseguir uma participação efetiva da criança em seus tratamentos dentários.

Vale lembrar que os pais também precisam de apoio para que possam ser bem sucedidos em sua participação, tanto no consultório quanto em casa. Já na primeira consulta (leia mais sobre esse tema nos links abaixo), muito é conversado sobre como colaborar para a tranquilidade, segurança e  bom comportamento da criança no consultório de odontopediatria.

Ao final do tratamento, você levará para casa mais do que imaginava: uma criança mais feliz e confiante.

 

 

Paciente sendo condicionada

Paciente que aprendeu a lição: fecha os olhinhos e respira fundo, assim que encontra a profissional

 

Se você se interessou por esse tema e ainda tem dúvidas sobre ,  não deixe de ler esses links:

http://www.clinicaamai.com.br/medicamentos-antroposoficos-homeopaticos-uma-alternativa-eficiente-segura

Primeira consulta:
http://www.clinicaamai.com.br/quando-devo-levar-meu-bebe-pela-primeira-vez-ao-dentista
http://www.clinicaamai.com.br/falar-para-criancas-antes-da-primeira-visita-ao-dentista-odontopediatra
http://www.clinicaamai.com.br/seu-filho-pode-adorar-ir-ao-dentista-duvida
http://www.clinicaamai.com.br/primeira-consulta-odontologica-bebe
http://www.clinicaamai.com.br/odontopediatra-por-que-o-receio-dos-pais-de-levar-seus-filhos-ao-dentista
http://www.clinicaamai.com.br/comportamento-infantil-no-consultorio-de-odontopediatria-como-melhorar-esta-experiencia

Tratamentos dentários de crianças e bebês:
http://www.clinicaamai.com.br/comportamento-infantil-no-consultorio-de-odontopediatria-como-melhorar-esta-experiencia
http://www.clinicaamai.com.br/existe-caso-impossivel-de-tratar-na-odontopediatria
http://www.clinicaamai.com.br/clinica-odontologica-infantil
http://www.clinicaamai.com.br/como-vao-conseguir-tratar-os-dentes-de-meu-filho-ele-chora-pois-tem-medo
http://www.clinicaamai.com.br/seu-filho-pode-adorar-ir-ao-dentista-duvida
http://www.clinicaamai.com.br/odontopediatria-muito-mais-uma-boca-dentes

Sedação:
http://www.clinicaamai.com.br/sedacao-para-tratamento-odontologico-de-criancas-carie
http://www.clinicaamai.com.br/qual-e-o-melhor-tratamento-para-criancas-com-muitas-caries-e-necessaria-a-sedacao

Medo, trauma de dentista:
http://www.clinicaamai.com.br/medo-de-dentista-em-criancas
http://www.clinicaamai.com.br/como-vao-conseguir-tratar-os-dentes-de-meu-filho-ele-chora-pois-tem-medo

Já expressei  minha opinião  sobre o que significa para uma criança de qualquer idade, a experiência de ir a um dentista. Através dos relatos espontâneos das famílias, fica a sensação nítida da grande oportunidade que é poder passar por essa vivência conscientemente.  Tudo bem cuidado, pais sem dúvidas e preparados para participarem do processo, aí sim as crianças podem se sentir heróis.

Além disso, em outros artigos, menciono como acontece o tratamento dentário de crianças com medo de dentista – as ditas “crianças traumatizadas” -, desde as pequeninas, na faixa de 1 ano e dois meses, até as mais velhas, bem como descrevo as características de um consultório destinado ao tratamento dentário de crianças. (Veja mais em: A Clínica Odontológica Infantil)

Mas sempre gosto de rever minhas posições por saber que minha vivência é só minha,  podendo sempre ser enriquecida pela de outros profissionais e também pelas inovações tecnológicas.

Esse ano de 2011, que está agora quase terminando, foi mais um ano no qual procurei escutar tudo o que havia de novo em termos de sedação, e também reavaliar minhas atitudes para merecer crianças mais tranquilas durante os procedimentos e mais felizes em retornar ao consultório.

Sobre esse ponto, esse 2011 foi um ano de grandes avanços por aqui, e estamos conseguindo enriquecer nossa relação com as crianças menores seguindo várias referências e estudos de abordagens que vamos compartilhando com vocês aos poucos. Aguardem, pois muitas lindas surpresas já estão no forno!!

Sobre a postura de profissionais da área médica que trabalham com pesquisa de ponta no assunto,  permanece mantida a seguinte posição: nada de sedação de crianças na faixa etária que eu mais atendo, entre 1 ano e 2 meses e 3 anos, e que têm os mais sérios problemas de cárie. A mesma posição expressa pelos profissionais que vendem os aparelhos utilizados para sedação nos Estados Unidos (conferi isso no Congresso da ADA – , American Dental Association , realizado no mês de outubro,  em Las Vegas). Portanto, só nos resta tentar de todas as maneiras manter nossas crianças saudáveis e,  se precisarem de tratamento dentário, nos dedicaremos caso a caso com muita tranquilidade e respeito.

Decidi agora, depois de acompanhar, ao longo do ano, muito sofrimento de famílias cujos bebês têm cárie, e de tanto responder sobre sedação, colocar um vídeo que há muito eu havia visto. Desculpem-me os mais sensíveis, mas para os pais que precisam de uma resposta definitiva sobre sedação, e sobre o porquê insisto em incentivar as relações da família com a criança e do fortalecimento do vínculo com o profissional, esse vídeo é definitivo.

 

 

 

Assista:

A criança foi liberada da clínica em que foi sedada para tratamento dentário antes do que deveria, e, no carro, indo para casa, sente-se estranha, urra como um animal, pergunta o porquê está passando por isso, e diz que está confusa quanto ao mundo em que se encontra. O pai ri da situação.

Agora, veja algumas de nossas fotos e decida o que deseja para seu filho:

Dra. Carmem Silvia

 

 

E cá estou eu, pensando em minhas crianças, pacientes  que não têm encontrado solução para seus tratamentos dentários e que trazem no “pacote” de suas características, dificuldades no âmbito do viver, que normalmente não são consideradas por ninguém: pelos profissionais por uma questão de formação, de visão individual e pelos pais por  não julgarem significativos na obtenção de sucesso no tratamento dentário de seus filhos.

Cabe aqui lembrar, que um tratamento dentário de crianças bem feito, conforme manda o figurino, NÃO é uma questão de pura magia, por isso, temos que nos entender em alguns aspectos.

Toda criança tem características e se nem ela  nem os pais estão conseguindo lidar com os desafios de um tratamento dentário, a situação tem que ser encarada de outro modo. Isso é simples. Trata-se de uma mudança de visão, de abrir-se para olhar a situação de outro modo.

O que encontramos  de forma geral, mas felizmente não como regra, são famílias que levam vidas de sobrevivência, reagindo sem muita reflexão,  à avalanche de compromissos e de responsabilidades com a manutenção do trabalho e do lar. Ou com receio de contrariar seus filhos com medo de traumatizá-los e perder seu amor. E aqui está o ponto.

Caso pense que a vida como você a vive é a única forma, e não há mais nada a ser feito, é melhor então pensar em anestesia geral ou sedação. SÓ QUE NÃO HÁ INDICAÇÃO DE SEDAÇÃO PARA CRIANÇAS PEQUENAS! E AS MAIS VELHAS,  PODEM  SER CONDICIONADAS.

Portanto, como encarar os desafios de tratar crianças que receberam diagnóstico do tipo: transtorno de déficit de atenção, déficit global de desenvolvimento, rebeldia quatro cruzes, síndrome da teimosia avassaladora, …?

Dicas de como mudar esse comportamento difícil

Quando a criança passou por várias tentativas frustradas  de tratamento dentário, é importante que ela perceba que dessa vez, algo mudou.

E aqui então tem lugar toda a conversa com os pais, para elaborar juntamente com o profissional, o que pode ser transformado para conseguir finalmente tratar dos dentes dessa criança.

Sem dramas, sem culpas, sem pesar. Você não precisa se justificar pelo fato de sua criança ter cárie ou aprontar um berreiro. Você sempre fez tudo o que foi possível.

Mas agora que os ventos da transformação estão soprando, o que poderia ser dito e levado como tema para um bom papo entre o casal?

Um dos pais tenta ordenar e o outro tira a autoridade do primeiro? Um está sobrecarregado de tarefas, e o outro distante? Os pais vivem em desacordo sobre as regras que devem vigorar na família? A família parece uma terra sem leis?

Se vocês estão sendo permissivos, é hora de reavaliar.

Um dos maiores motivos de insucesso de tratamentos dentários em crianças é a falta de comunicação, o que gera dúvidas e desconfiança. Você precisa conversar com o dentista, até poder decidir se confia ou não na experiência dele. Aí, siga suas sugestões de atitudes em casa e no consultório.

Se você está inseguro sobre se vai doer, se a criança irá ficar traumatizada, o profissional tem que passar segurança.

Ele tem que ter certeza do resultado de seu trabalho, das conseqüências de sua proposta.

Na maioria das vezes, a consulta com um dentista que tenha experiência e trate exclusivamente de crianças, trará um grande alento e novas maneiras de encarar a situação.

Só é impossível ser bem sucedido um caso em que os pais estão inseguros com relação à proposta de tratamento, e consequentemente, não são cooperadores .

Comente seu caso ou exponha a sua dúvida nos campos abaixo.

Dra Carmem Silvia

Essas são dúvidas que respondo pelo menos uma vez ao dia. Mas posso assegurar que os dentistas de crianças (odontopediatras), apesar de às vezes parecerem mágicos ou fadinhas, não poderão fazer milagres, se o seu filho demorar muito a receber orientações preventivas ou iniciar algum tratamento de que necessite. Muitas vezes os problemas podem se tornar muito abrangentes, com muitas cáries e o comprometimento dos canais dos dentes de leite, o que vai exigir investimento de tempo e dinheiro além de gerar um stress desnecessário.

Se o caso de seu filho é crítico, vamos então aos próximos passos!

Quando é necessário a sedação em crianças e bebês

Os procedimentos que envolvem internação, sedação ou anestesia geral, são de uma abrangência muito maior, com várias repercussões. Procedimentos assim, são indicados em alguns casos, como o de pacientes especiais. Nesses casos, muitas vezes não temos a cooperação física para realizar os procedimentos, restando apenas a internação por um período e a finalização do tratamento em algumas horas.

Mesmo em pacientes oriundos de outras cidades, procuramos realizar o máximo pelo sistema de Spa Dental Infantil, escapando assim das sedações. A partir de um tratamento assim, sendo bem sucedidas as ações de condicionamento e relacionamento com a criança num espaço lúdico, o odontopediatra jamais novamente cogitará a possibilidade de qualquer outro tipo de intervenção que não seja consciente, participativa e divertida (Veja alguns depoimentos enviados pelas mães de nossos pacientes e seus resultados).

As idades das crianças e seus diferentes cuidados na Odontopediatria

Vamos então dividir os casos de odontopediatria segundo as faixas etárias:

  • Os bebês, ou crianças até 3 anos de idade, não conseguem compreender intelectualmente o que está acontecendo e, na maioria dos casos, responde à essa incompreensão da única maneira que conhecem, ou seja, através do choro. Neste ponto você precisa confiar no profissional para ter certeza absoluta de que a criança não está sentido dor e que o procedimento foi planejado cuidadosamente, e portanto, será o mais rápido possível. As orientações que receberá do profissional para este momento, bem como o “clima” criado no ambiente do consultório, é de vital importância. Esses dois pontos são essenciais para conseguirmos resultados surpreendentes.
  • A anamnese, conversa com os pais, tem que ter sido abrangente (leia mais sobre a Antroposofia), pois só assim receberá as sugestões apropriadas de conduta para quando seu bebê estiver na cadeira, durante o procedimento, e em casa antes e depois da intervenção.
  • No caso de crianças acima de 3 anos, quando a consciência já vai sendo cada vez maior, deve ser conversado com os pais sobre a dinâmica de seu filho na escola e em casa, para podermos receber informações sobre as posturas mais indicadas a serem tomadas no consultório.

Lembramos que, conforme a criança se torna mais velha, o sucesso dos tratamentos são uma medalha, uma conquista. Por isso, valorizadas, as crianças querem voltar. Elas querem voltar, para viverem situações em que são bem sucedidas, comparáveis às tarefas dos super–heróis. E assim, seus feitos acabam surpreendendo até a nós mesmos!

Converse, tire suas dúvidas, participe do planejamento estratégico do tratamento para que a profissional entenda as dinâmicas de seu filho e sua família, e sinta o prazer da medalha no peito!

Espero ter esclarecido alguns pontos sobre esse assunto, mas caso ainda você tenha alguma dúvida, deixe um comentário abaixo.  E consulte sempre um odontopediatra, boa sorte!

Doutora Carmem Silvia – Dentista de Crianças.

Veja também o Vídeo Cast sobre Anestesia e Medo de Dentista:

[youtube width=”640″ height=”356″]http://www.youtube.com/watch?v=lwIHmnD9azc[/youtube]