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Tratamento de Canais em Dente de Leite (Endodontia)

Publicado em: maio 24th, 2010

Categorias: Dentes de Leite, Odontopediatria

Autor: Doutora Carmem

Boca que houve a necessidade de Tratamento de Canal nos Dentes de Leite

É muito frequente a necessidade de tratamento endodôntico em dentes de leite. Ele pode ser necessário em casos de trauma ou por cárie, em dentes anteriores ou posteriores.

Anatomia dos Dentes de Leite

Dentro dos dentes de leite, há vasos e nervos, como nos permanentes. Estes dentes possuem raiz, que será reabsorvida à medida em que os permanentes forem se formando.

Se por cárie houver uma contaminação do “conteúdo” (polpa) deste dente ou se por trauma houver um rompimento desta irrigação de vasos e nervos, ocorrerá a morte da polpa.

O que é um Tratamento de Canal?

A polpa doente é removida mecanicamente por limagem e o (os) conduto(s) irrigado(s) quimicamente. O dente terá agora seu(s) canal(is) obturado(s) com material reabsorvível pelo organismo e será  então restaurado.

Em alguns casos há  necessidade de curativos terapêuticos, antes da obturação definitiva do(s) canal (canais).

Qual é a importância em manter os dentes leite Saudáveis?

Como os germens (filhotes) dos dentes permanentes estão muito próximos das raízes dos dentes de leite, qualquer secreção purulenta nos dentes de leite será danosa para os permanentes e para a saúde da criança.

O Dente de Leite vai cair normalmente após o tratamento de canal?

Certamente tudo acontecerá normalmente. A raíz do decíduo será reabsorvida bem como o material obturador colocado dentro do(s) canal(is). Com os canais tratados ou não, muitos dentes precisam ser extraídos por não “caírem”. Seu filho precisará continuar a ser acompanhado por um odontopediatra regularmente.

O tratamento de canal dói muito?

Nervo necrosado e em processo de necrose, retirado de dentes decíduos

“fazer canal deve doer muito, quando tratei o meu…”

Na maioria dos casos o paciente é anestesiado localmente para que não sinta qualquer incômodo. A anestesia é feita com técnica apropriada, para que a criança não veja a agulha ou sinta dor. É muito comum pacientes dormirem na cadeira durante este procedimento. (veja vídeo e leia artigo sobre anestesia)

A experiência de seu filho será certamente mais agradável que a sua, principalmente se ele não tomar conhecimento do quão difícil possa ter sido para você!

O tratamento endodôntico só será indicado após a realização de exames complementares criteriosos. Em caso de dúvida, por favor converse com a profissional, ou fale conosco pelos campos abaixo deixando um comentário ou por e-mail e telefone.

Dra. Carmem Silvia

Veja também o vídeo: Dentes de leite, tem canais?

Imagem de Amostra do You Tube


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8 Comentários:

  1. josiane disse:

    Araguari,28 de junho de 2010.Meu filho está com 2 anos e a dentista quer fazer canal no dente da frente,ele descalsificou e depois de varias seções de fluorose ele (dente) quebrou,,a dentista diz que não vai dar anestesia ela vai furar o dente no lugar certinho e depois jogar anestesia dentro do dente …queria saber se este procedimento é certo ou não,fico no aguardo de alguma resposta.Obrigado..

  2. Doutora Carmem disse:

    Olá Josiane,

    Desculpe a demora em responder, pois estava em curso fora de São Paulo.
    Bem, se o dentista detectou a necessidade de tratar o conduto do dente de sua criança, pode ser realmente necessário.
    Agora, não tenho como avaliar como será o procedimento da anestesia.
    Provavelmente se foi dito que a anestesia será dada depois da abertura, o dente deve estar com a polpa morta.
    Se isso foi constatado, seu filho não sentirá dor.

    Boa sorte, e em caso de dúvida, expresse-as para o profissional antes de qualquer procedimento. Só assim ficará calma e poderá ajudar seu filho e o dentista.

    Obrigada!

    Doutora Carmem

  3. Dagner disse:

    Dra. Carmem,minha filha iniciou tratamento dentário e, para um dos dentes, foi identificada a necessidade de endodontia. Já estamos na segunda profissional especializada em Odontopediatria e, até o momento, tem sido bastante traumático. As duas pediatras valeram-se, inclusive, do uso da força para conter minha filhota e isso parece um tanto cruel. Do ponto de vista profissional, até que ponto devo permitir intervenções como essa? De que modo posso reverter o quadro de trauma psicológico já causado?

    Em tempo, no seu vídeo sobre anestesia a senhora informa que não se podem utilizar anestésicos que “derrubem” a criança, sem o devido acompanhamento. Contudo, em filmes americanos sempre vemos a utilização de gás anestésico que, aparentemente, parece gerar um conforto maior para a realização do tratamento, tanto para a criança quanto para o profissional. Esses anestésicos são apenas fictícios? Ou a senhora tem outras informações acerca do assunto?

    Obrigado!

  4. Dagner.

    Em primeiro lugar preciso saber da idade de sua filha. Em segundo, sugiro que não permita que nenhum procedimento seja realizado em sua filha, até que você tenha bastante segurança do que está acontecendo.

    E só podemos fazer opções seguras, baseados em informação. Portanto, sugiro que você se certifique de a consulta inicial com a /o profissional, especificando os procedimentos foi convincente para você. Aparentemente, você não está segura, e ainda com muitas dúvidas.

    Cada profissional age de uma maneira, mas os pais têm que informar as características da criança na primeira consulta, e o profissional tem que ser capacitado para escutar e processar essas informações e agir com coerência, baseado nelas.

    De minha parte, trabalho com Odontologia Integral Antroposófica, portanto, os dados de temperamento e características da criança, bem como da família, são muito importantes.

    A criança não deve jamais sentir dor, e embora muitas vezes, dependendo da idade, tenha que ser carinhosamente contida, não fica traumatizada, pois a única coisa que sabe fazer em resposta à necessidade de ficar quieta, é chorar.

    Quanto aos tipos de sedação, óxido nitroso ou anestesias gerais, o que ainda escuto é que crianças pequenas não devem ser submetidas a tais procedimentos. Escuto de médicos anestesistas confiáveis.

    Eles acham, “absurda a postura” de pais (esses ainda não têm conhecimento técnico) e profissionais mesmo da área de odontologia, que por não conhecerem ou não darem-se ao trabalho de informarem-se, dizem que “ seu filho poderá ser tratado somente sedado”.

    Portanto, a criança, mesmo pequena, mesmo chorando, não sentido dor, em ambiente em que sua natureza é compreendida, com o aval e participação dos pais, tudo termina bem.

    As medicações antroposóficas, que são semelhantes à homeopatia, podem ser de grande valia para muitos aspectos que você mencionou, bem como orientações práticas sobre a dinâmica do viver da criança e da família, para a resolução definitiva dos problemas.

    Saiba que o objetivo do tratamento da odontopediatria, em uma criança com cárie, além de solucionar os problemas o mais rapidamente possível, é trazer conforto e bem-estar a toda a família.

    Boa sorte,

    Dra. Carmem Silvia.

  5. Sandra disse:

    Doutora Carmem!
    Quando estamos em dúvida acabamos por “fuçar” na internet em busca de algo que nos conforte. Foi aí que encontrei o seu site o qual gostei muito. Gostaria que você desse sua opinião sobre o que estou vivendo. Minha filha tem 3 aninhos e levei-a a uma dentista pois achava o seu último dentinho com uma colaração mais escura que os demais. Essa profissional achou que talvez existisse uma “mini” cárie(segundo ela), e usou a broca para removê-la, nesse momento minha filha chorrou desesperadamente e não parou mais, então ela acabou fechando o dentinho provisóriamente. Nisso se passsou dois meses e não consegui levá-la mais pois toda vez que tocávamos no assunto ela chorava e resistia. Durante esse tempo não se queixava de dor, somente por três vezes ao morder algo duro (geralmente doces) do lado em que esta o dentinho doente chorou dizendo que doia.
    Foi daí que procuramos outra profissional especialista em odontopediatria, ela carinhosamente em duas consultas apenas conversou, brincou, fez escovação com minha filha (para ganhar confiança) ela também é contra a medicamentos que sedem a criança, e diz que o importante é ganhar a confiança (o que gostei muito). Na última consulta a terceira, retirou a massinha do dentinho e minha filha novamente chorou, a dentista disse que saiu sanguinho do dente e que pela dor a polpa foi rompinha, provavelmente não pela cárie pois ela também a achou muito pequena, mas na sua opinião a lesão na polpa aconteceu com a broca utilizada pela dentita anterior (“mão pesada”). E nesse caso será preciso fazer o tratamento de canal, pois com certeza houve a contaminação.
    Gostaria da sua opinião se é realmente necessária a endodontia ou se a polpa é capaz de se regenerar uma vez rompida. O que estranho é minha filha não sentir dor normalmente, apenas quando morde algo no local isso ocorre. Tenho confiança na profissional que procurei, mas coração de mãe sempre fica inseguro.
    Aguardo sua resposta!
    Obrigada

  6. Doutora Carmem disse:

    Cara Sandra

    Agradecemos seu contato. Continue acompanhando e participe do movimento que fazemos em prol das crianças, através da orientação dos pais e a vinda desde bebê ao dentista!

    Não podemos afirmar que a dentista anterior teve “mão pesada”. O que acontece muitas vezes, é que o que aparenta ser uma pequena cárie pode ter um aprofundamento que acaba na polpa e o tratamento dos canais seja mesmo necessário.

    Em caso de dentição de leite, não dá para remediar, ainda mais se pensarmos que há um dente permanente bem próximo das raízes dos de leite.

    Minha opinião é a de que o caso de sua filha precisa ter bom encaminhamento o quanto antes. Tome todas as providências para que tenha segurança (é o que está tentando!!) e vá em frente!

    Ela não pode sentir dor durante qualquer procedimento (portanto deve ser anestesiada antes que venha a sentir dor) , e não espere que ela compreenda a situação em sua plenitude e complexidade! Ela pode reclamar, mas sua segurança e cooperação, pelas orientações da dentista, farão com que tudo corra bem, de forma eficiente!

    Leia no site artigo sobre anestesia e assista o vídeo.

    Boa sorte,

    Dra. Carmem Silvia.

  7. Pedro disse:

    Olá Dra. Carmem,

    Tenho uma filho de 3,5 anos que tem sido acompanhado por odontopediatra há 2,5 anos. Numa das visitas, há mais ou menos um ano, foi identificado um pequeníssimo pontinho preto num dente. Foi identificada necessidade de intervenção. Ocorre que eu achei a intervenção exagerada porque eu acreditava que poderia ter sido feita a estabilização do problema sem furos – e o que era um pontinho virou um buraco e a restauração já caiu várias vezes (e não foi comendo doces). E a cada vez que o levamos o buraco aumenta. Agora o dentista fala em canal (confesso que fiquei muito chateado com isso). Ocorre que a criança que antes adorava ir ao dentista não quer nem ouvir falar no nome da doutora e já verbalizou que ela faz muita força – eu, a mãe, a auxiliar e a doutora tivemos que a conter fisicamente na última vez e ela chorou muito. O problema é que eu já estou ficando com o pé atrás e minha mulher também – pois achamos um absurdo ter aberto tanto o dente da criança (que por sinal não tem nenhum outro sinal sequer de placa!).
    Minhas dúvidas são as seguintes: é melhor consultar outro especialista antes de fazer qualquer coisa? Será que a criança irá traumatizar a ponto de causar cada vez mais dificuldade para limpezas e intervenções? Há possibilidade de estabilização sem necessidade de canal?

    Desde já agradeço sua atenção.

    Pedro

  8. Doutora Carmem disse:

    Caro Pedro,

    O importante é vocês conversarem com a/o profissional, e ficarem satisfeitos com as explicações a ponto de apoiarem todas as decisões e atitudes que todos em conjunto julgarem cabíveis.

    O fato é que o tratamento se faz necessário, e que sem confiança, não se vai a lugar algum.
    Lembre-se que por mais experiência, não há nada matemático em se tratando de seres humanos. Pode ter acontecido que se tratava de um ponto de cárie em cone invertido, ou seja, um pontinho fora e cárie ativa no fundo.

    Seu filho, apesar de contrariado, não pode sentir dor. Agora, tem que ficar claro para ele, que estão exercendo força em reação à força que ele mesmo está fazendo.
    Na medida em que ele se tranqüiliza, deve ficar claro para ele, que vocês exercerão menos força, até com o intuito de protegê-lo.

    Infelizmente, não tenho nenhuma clínica para indicar na sua cidade.

    Boa sorte,

    Dra. Carmem Silvia.

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