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Uso de sedação no tratamento de crianças com muitas cáries

Publicado em: 14/01/2016

Última atualização em: 14/01/2016

Categorias: Medo de Dentista, Odontopediatria, Sedação e Anestesia

Autor: Doutora Carmem

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A sedação para tratamento dentário de crianças, também conhecida pelos nomes de  analgesia relativa, sedação consciente ou o popular “cheirinho”, é um recurso muito procurado  quando a aceitação do tratamento ou a redução do nível de ansiedade não são alcançadas com técnicas de adaptação comportamental.

Segundo a Associação Brasileira de Odontopediatria (1) , “nem todas as crianças são iguais e  em alguns casos a analgesia relativa ou sedação consciente com oxido nitroso pode não ser eficaz, especialmente em crianças extremamente ansiosas, imaturas, com dificuldade de comunicação (exemplos: bebês ou alguns portadores de necessidades especiais) ou com algum tipo de congestão nasal, que impediria o uso da máscara.”

O maior  índice de cáries e destruição dentária nas crianças ocorre na  faixa etária de um ano e dois meses a três anos de idade.  Por este motivo, a sedação claramente não é indicada para estes pacientes que são, em sua grande maioria, imaturos.

Quando falamos em sedação, as crianças acima de quatro anos de idade têm  características particulares relativas à  fase de seu desenvolvimento que devem ser levadas em conta.  Essas crianças apresentam resistência ao tratamento dentário por diferentes motivos, que  devem ser avaliados numa primeira consulta com um odontopediatra experiente. Nesta ocasião, as características emocionais, suas reações  e a forma como a criança vive na família e escola são dados que trazem em si a solução do quebra-cabeças.

Fatos a serem considerados para o tratamento dentário de crianças sem sedação

Deve-se partir de uma observação realista dessa individualidade, ou seja, características não são defeitos. Devemos partir desse ponto, pois o odontopediatra não tem poderes mágicos (embora às vezes pareça!)  ou  uma visão superdotada. Colocando-se as atitudes corriqueiras de seu filho  sobre a mesa, pais e profissionais conseguem entender os motivos e tipos de reações da criança com clareza.  Desta forma,  conseguimos elaborar conjuntamente uma estratégia de ação eficaz, baseada em uma visão realista.

Exemplificando: o número de crianças autoritárias e que jamais  aceitam ser contrariadas tem aumentado consideravelmente, o que não é novidade. Mas agora, além deste perfil, elas têm  a necessidade de ficar em posição superior, menosprezando, desvalorizando ou mesmo ridicularizando as atitudes dos pais quando esses a contrariam, numa espécie de vingança. Sendo levantado este aspecto durante a primeira consulta, todos ficarão mais atentos às manifestações de dor, por exemplo, e aos comentários depois da consulta.  Essas crianças têm a tendência de simular situações. Mesmo confessando que não sentiram dor durante o tratamento, (e saírem para brincar na recepção como se nada tivesse ocorrido) , elas podem relatar um roteiro completamente distinto ao chegarem em  casa.

Em minha experiência, o posicionamento seguro do profissional, a ajuda de técnicas para relaxamento e medicações naturais, como os antroposóficos e homeopáticos, tornam a utilização da sedação desnecessária em alguns casos, e inadequada na maioria.  Além da redução de ansiedade, diminuição da agitação, aumento da concentração  e  conforto dos pequenos e grandes, essas medicações naturais poderão ter efeitos positivos duradouros pós tratamento. Todos esses recursos são ferramentas efetivas,  aliadas às condutas pedagógicas adequadas dos pais  em casa e no consultório,  colaborando com os andamentos do tratamento. Para tanto, o diálogo com um odontopediatra  com o qual  os pais sintam uma sintonia trará toda a inspiração e motivação para este momento de superação de toda a família.

(1)http://www.abodontopediatria.org.br/uso_oxido_nitroso_criancas_adolescentes.pdf

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