• Dra. Carmem

Lucas trocou os seus medos por beijos e carinho


Nós já tínhamos levado o Lucas, meu filho de 3 anos, a  6 profissionais.

Estava com o triste sentimento de que seus dentinhos não teriam uma maneira de serem tratados, e que acabaríamos em extrações.

Fui a vários profissionais indicados, mas reparei que não tinham estrutura para atender crianças, pelo menos casos difíceis  como os de meu filho.

Digo isso porque, para começar, ninguém conseguia fazer com que ele abrisse a boca e muito menos que a mantivesse aberta para tratamento. Alguns profissionais não tinham pessoal auxiliar, e eu achava que alguém sozinho, por mais experiência e formação que tivesse, como nem eu nem meu marido somos da área, não conseguiríamos auxiliar devidamente, de forma eficiente e  numa posição de neutralidade, pois afinal somos os pais!!!

Aconteceu de profissionais colocarem e tirarem o motor em 2 minutos e colocarem da maneira que conseguiam uma massinha.

Conclusão: ele sentia dor. E as cáries só evoluíam.

A confusão começava com a anestesia. Ele chegou a morder a seringa, de maneira que até tirar a seringa da boca dele era difícil, chegando até a se machucar e ter sangramento por causa disso.

Acabamos ficando com o sentimento de que  não iríamos  conseguir tratar dos dentes do Lucas em nenhum lugar. Essa seria uma missão IMPOSSÍVEL!!!

Além de todo este sentimento de impotência, frente a toda essa dor que meu filho sentia, sentíamos culpa.

Culpa por ter deixado meu bebê ficar com tantas cáries e por levá-lo a tantos profissionais que eu julgava despreparados, pelos resultados desastrosos que estávamos conseguindo.

Ele ficava muito bonitinho para fazer o flúor. Até aí, tudo muito fácil, mas tratar mesmo, nada! Só tratamentos paliativos, que ainda o deixavam com dor. E não adiantava ficar eternamente fazendo condicionamento numa criança com tanta cárie e que era determinada em não deixar colocar a mão nele de forma alguma!

Não adiantava ficar eternamente falando, com uma criança com dor! Eu estava desesperada, afinal quando toda a falação iria terminar, e a ação efetiva começar?

Com a Dra. Carmem, apesar do condicionamento, e de tanto carinho, ele continuou a fazer muita confusão. Ele deixava bem claro que não queira que realizássemos o tratamento, mas não poderia ser assim desta vez, eu teria que ajudá-lo a resolver toda a dor que sentia.

Ele não comia, pois sentia muita dor, tinha até que sair da escola por causa da dor. Depois de todo o condicionamento, de tudo o que passamos, ele com tanto problema por causa dos dentes, achávamos que se fosse esperar ele cooperar completamente,  NÃO CONSEGUIRÍAMOS TRATAR NUNCA!!!!

Não esperávamos mesmo que ele fosse cooperar a princípio, tínhamos certeza de que ele teria que ser contrariado. Ele sentia dor o dia todo, reclamava de 5 em 5 minutos. Nada adiantava, nenhum medicamento, não podíamos sequer sair com ele.

Logo NO PRIMEIRO DIA DE MEDICAÇÃO que a  Dra. Carmem passou, ele começou a dormir. Dormiu já no carro !!! Um milagre!!!

Ele que só tomava líquidos, e  passou a comer!!!!!!

Ele estava perdendo peso, e eu desesperada! Ele não tinha a noção da necessidade e importância do tratamento, portanto, tendo ficado claro de que ele não sentiria dor e não ficaria traumatizado por ser contrariado, fizemos de tudo para cooperar com o tratamento.

Percebi que era muito difícil encontrar alguém que tratasse só de crianças e que havia muita informação  que nos deixava em conflito. Cheguei a escutar que não tratavam de crianças abaixo de 5 anos porque dava muito trabalho. Realmente, da muito trabalho, mas meu filho precisava de tratamento. Mesmo com os gritos e comportamento muito difícil como o dele, eu havia de encontrar alguém…


Muitos sugeriram tratamento com gás, mas por vários motivos, nem cogitávamos nesta possibilidade.

A segurança que encontrei com a Dra. Carmem, foi fundamental para que eu tivesse coragem de seguir em frente…

Apesar dele ser muito resistente, ter feito muita confusão, hoje tudo mudou.

Sem dor, acabou o tratamento muito feliz, colaborando e sentindo-se muito orgulhoso por ter conseguido superar os medos.

Abraça e beija a Dra. Carmem, eu acho que porque no fundo ele tem a clara noção de que foi ela quem afinal acabou com todo o sofrimento dele, e que mostrou o herói que meu filho é, superando todas as dificuldades!

Valeu não ter desistido!

 Fabiana. 

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